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terça-feira, 15 de Abril de 2014

As exigências da Renamo

Jemusse Abel
Fiquei pensando em relação as negociações entre a Renamo e a Frelimo e as acções da famosa G40 que tem sido um organismo de contra- informação que visa defender qualquer que seja a deliberação do governo. Este grupo pregou muito o evangelho segundo o qual o “governo não pode negociar com o mesmo bandido duas vezes”. Hehehe que penas? O que mais me interessa neste momento é de facto novas exigências da Renamo, que para alguns acham ser descabidas mas para mim me parecem antigas porque fazem parte de uma das alíneas da despartidarização do aparelho do Estado. Na minha humilde forma de observar, com a partilha de cargos na defesa haverá muitas vantagens para a Frelimo, para a Renamo e para outros partidos: com a Renamo no executivo a Frelimo não será a única culpada pelos fracassos no combate ao crime; a Frelimo não será acusada de usar Policia nem FIR muito menos as FDS para ganhos eleitorais; a FIR e a PRM não poderão interferir nem intimidar os partidos políticos; Não irão impedir disparando balas reais ou de borracha muito menos gás lacrimogénio aos simpatizantes de partidos da oposição nos seus comícios; não haverá controlo de mensagens muito menos das chamadas dos homens da oposição. Não haverá invasões nem vandalização de sedes de partidos da oposição; não haverá agressões nem intimidações à todos os manifestantes devidamente autorizados, dentre outras vantagens. Neste sentido gostaria de saudar a Renamo pela ideia o que siga em frente rumo a paz e tranquilidade do povo Moçambicano. See more

Este gajo sempre foi lúcido.

Ceriaco Levi Carneiro e Afonso Beula, se os municípios andassem ao mesmo ritmo do Governo Central, a vida ser-nos-ia risonha. Estive, finalmente, a fazer uma radiografia geral de como vão as coisas nos municípios sob gestão da Frelimo, como muitos pediram. Há que reconhecer que as coisas não estão tão bem, no respeitante às condições básicas como transporte (inclui estradas e outras vias de acesso), habitação (talhões, ordenamento, água, electricidade) e emprego. John Donnelly Fage, historiador britânico tinha razão ao dizer que os governantes africanos, apesar de terem tido bons programas, falharam quando apostaram na recompensa a quem os tinha apoiado durante a sua justa revolução. É o que vemos neste momento. Pareceu-me que alguns edis estão empenhados na política de recompensa àqueles que suportaram-lhes a candidatura até ao último minuto. Há que mudar, se querem sobreviver politicamente! É compreensível que a indignação moral perante a situação existente possa reforçar a ideia de que é preciso mudar, ou até substitui-los. Estou certo que, se não fosse a dolorosa experiência de Quelimane, na qual o ouro foi entregue de bandeja ao Manuel de Araujo, alguns deles seriam, nos próximos meses, forçados a demitirem-se visto que já se mostram cansados antes de começarem a trabalhar. Os gritos do povo pelas melhores condições de saneamento do meio, de transporte e de habitação não podem ser ignorados só porque se está no começo do mandato ou porque a prioridade é recompensar os «nossos». A história recente mostra-nos que a memória do povo tende a deixar de ser curta e cada deslize governativo entra no prato da balança. O carácter escandaloso da miséria degradante e evitável que rodeia a opulência de alguns é evidente e visível até na televisão. Não podemos recusar-nos a entendê-lo, sem que isso nos pese a consciência, como não podemos facilmente dissociá-lo do tipo de ordem governativa a que os municípios estão votados.


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