terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Roberto Tibana Versus Joseph Hanlon: achegas sobre a dívida oculta


Roberto Tibana Versus Joseph Hanlon: achegas sobre a dívida oculta
O artigo “Sacrificar Chang, sem puni-lo”, publicado aqui ontem suscitou outros debates noutros lugares. Circulado também por email numa lista restrita, ele provocou a reacção do reputado economista Roberto Tibana, que se opõe veementemente à perspectiva de Hanlon, segundo a qual o Governo podia renunciar ao pagamento dos 2 bilhões de USD, condenar um ou dois culpados (por exemplo, o ex-ministro Chang) mas evitar que sejam punidos com prisão. Hanlon voltou a prescrever a mesma saída, explicando sucintamente as suas razoes.
A seguir, os textos de Roberto Julio Tibana e Joseph Hanlon, enviados por email. Os dois consentiram a sua publicação aqui.
ROBERTO TIBANA REAGE À PROPOSTA DE JOE HANLON
Marcelo Mosse
A comparação do Joe Hanlon (que você menciona no seu artigo) está fora de contexto. Em Moçambique são $2 biliões contra $18 biliões de PIB, num dos países mais pobres do mundo onde dezenas de milhares de crianças se sentam no chão para aprender e quando chove não há aulas, e onde não há um único hospital ou centro de saúde que não se queixa de falta de meios básicos. Na França são +/- $400 Milhões contra quantas dezenas de biliões de USD de PIB?
Aqui foi para comprar armas e iniciar uma guerra criminosa, incluindo comissões para a família do chefão da época. Na França não se fala de Lagarde envolvida em negócios de armas. Aqui foi uma cabala que subverteu de uma maneira perigosa os serviços de inteligência. Na Franca, a segurança nacional não está posta em causa. Aqui se violou a Constituição para se fazer isto tudo. Na França não se violou Constituição. Aqui as pessoas que fizeram isso dizem que fariam o mesmo. A Sra. Lagarde não é conhecida por fazer nenhuma afirmação semelhante.
Essa comparação é uma treta mal parida! Na linha de muitas outras inspiradas por essa “solidariedade internacionalista” típica dos anos 80 e que começa a fartar. Tempo de ele (o Joe Hanlon) saber que os Moçambicanos não são mais estúpidos, e para ele deixar de abusar da nossa inteligência. O Joe Hanlon e muitos da "solidariedade internacionalista" estão com muitas dificuldades de viver com a borrada que os seus amigos da FRELIMO fizeram, e farão todo o spin necessário para lavar-lhes a cara suja.
Nyusi é parte do problema, e nós sabemos bem disso. E a resposta que ele vai dar aos resultados da auditoria vai ser em consideração do papel que ele também teve no processo das dívidas secretas e ilegais, e não por comparação ao que se passou na França ou do que é “internacionalmente aceite”. Tem que ser o que é ‘moçambicanamente aceite’. E se não for com este regime, será com um outro. Que o Joe Hanlon se comece a preparar psicologicamente para isso.
Roberto Tibana
JOSEPH HANLON RESPONDE A ROBERTO TIBANA
Marcelo e Roberto
Concordo em teoria mas não na prática.
De facto, todas as pessoas que estiveram envolvidas no roubo ou mau uso dos 2 bilhões de USD deviam estar presas. Esse montante era suficiente para transformar as áreas rurais de Moçambique, nem que fosse pela distribuição de dinheiro a todos os moçambicanos (uns 5.000 Mts) como transferência de dinheiro (ou mesmo, talvez, 1000 Meticais) por ano.
Mas temos de cair na real. A Frelimo nunca aceitou que os culpados fossem presos. Pensa no caso Siba Siba. O maior perigo que enfrentamos é o de, com a intenção de proteger os culpados, o Governo concordar em pagar os 2 bilhões de USD. Creio que temos de pensar numa forma de evitar isso. O primeiro passo seria o Governo renunciar às garantias – para deixar claro, como Comiche fez – que as garantias foram ilegais e são inválidas. Para que esse argumento tenha algum suporte, Chang, no mínimo, tinha de ser condenado. E isso, em contrapartida, requereria um acordo.
Eu vejo 3 cenários:
1) Moçambique não cumprir com o pagamento das dívidas e prender os culpados. UMA HIPÓTESE REMOTA
2) Renunciar às garantias, não pagando mas julgando e condenando uma ou duas pessoas (sem prisão) e vencendo o caso nos tribunais em Londres. ALTA POSSIBILIDADE
3) Renegociar e eventualmente pagar a dívida. Proteger os culpados; ninguém é denunciado e ninguém é punido. É O MAIS PROVÁVEL QUE ACONTEÇA.
A Kroll (firma que audita as empresas da divida oculta) é boa. Se eles conseguirem rastrear parte dos 2 bilhões de USD, então vão conseguir manchar muitas reputações…e isso poderá e deverá ter impacto nas eleições que se avizinham. Na verdade, seria ideal se os culpados fossem punidos. Mas minha prioridade é que o Governo não deve pagar a dívida e esse dinheiro deve ser usado em Moçambique. Não creio que os moçambicanos devam pagar os 2 bilhões de USD na esperança de que, um dia, os culpados sejam punidos. Deixa os culpados irem livres se eles cooperarem para não se pagar a divida.
Joe Hanlon
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50 comentários
Comentários
Manuel Maleve
Manuel Maleve Eu no meu canto assistindo está filme.
Marcelo Mosse
Marcelo Mosse Vou começar cobrar aos senhores que se sentam no galinheiro....
Gosto · Responder · 6 · Ontem às 19:41 · Editado
Manuel Maleve
Manuel Maleve Kkkkk. Quantos meticais?
Danilo Tiago
Danilo Tiago Li o texto do MM, em que cita o Joseph Hanlon, agora leio estes dois, do economista e novamente o segundo do Joseph Hanlon meus caros, o bom senso aconselha a que seja seguido o conselho do Tibana. Pautar pelo que Hanlon aconselha é querermos perpetuar situações que lesam a maioria da populaça em detrimento de um punhado de gente aparentemente bem intencionada. O povo como sempre é o mais sacrificado nessas situações. Sinceramente
Gosto · Responder · 8 · Ontem às 20:00 · Editado
El Patriota
El Patriota Exacto
Schauque Spirou
Schauque Spirou Isto é o Hanlon acha que a política e os políticos é que decidem e mandfam? As autoridades judiciais não são achadas? Ele e Chipande calados fazem um dueto de fazer inveka aos Milli Vanilli.... inconcebível essa ideia de livrar pessoas que fizeram e iriam fazer de novo um estrago como este que nem sequer sabemos ainda a dimensão do buraco! 
de que tem medo o historiador? De perda de eleições? De não pagarem a dívida? Afinal não ser arrestam bens dos culpados? As suas contas bancárias estão inacessíveis? Ora...francamente chega de olhar pra Moçambique como se fosse a última República das Bananas...
Marcelo Mosse
Marcelo Mosse Ja repararam que o Joe Hanlon sugere que Moçambique nao pague a divida e o dinheiro seja investido nos pobres? No fundo no fundo é isso que ele propoe....nao pagar. Mas para isso teria que ser feito esse acordo. Para ele, essa seria uma melhor solucao que pagar e prender os culpados.
Raul Novinte
Raul Novinte "Já repararam que o Joe Hanlon sugere que Moçambique nao pague a divida e o dinheiro seja investido nos pobres?" Cadê o dinheiro?
Marcelo Mosse
Marcelo Mosse Pode ser recuperado em funcao do que corre em tribunais de Londres.. dos bancos que nos roubaram. aliás Boa parte do capital e juros ainda não foi pago.
Raul Novinte
Raul Novinte Marcelo Mosse Seria melhor recuperar o dinheiro....... Que Deus nos ouça...
Schauque Spirou
Schauque Spirou Mas os donos do dinheiro aonde? Quem é culpado e onde está esse dinheiro pra ser investido nos pobres? Ele esquece que fomos cortados financiamento por causa desse dinheiro mal usado?
Benício Da Cruz Baulo
Benício Da Cruz Baulo Admitindo que o dinheiro seja recuperado, será que desta vez haverá a preocupação de investi-lo para os pobres?
Buanamade Lupagire
Buanamade Lupagire Acredito que vai-se recuperar algum dinheiro, mas no mínimo uns 60% ou menos desse valor.
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Francisco Junior
Francisco Junior não pagar não é suficiente. temos que prender os culpados. esta gente lixou-nos
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Abdul Jabaru
Abdul Jabaru MM, muita gente esta pensando micro não analisaram os benefícios que possam vir. Revelam uma profunda amargura
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Carlos E. Nazareth Ribeiro
Carlos E. Nazareth Ribeiro Tanto Hanlon como Tibana como Mosse têm sabido expor a situação e as reacções várias possíveis, considerando os interesses do Moçambicanos, os interesses dos gatunos a coberto de bancos e de governos (mas, sempre gatunos) e, finalmente, tendo em conta a enorme força que a Frelimo tem demonstrado em todas as ocasiões em poderia (e deveria) sair chamuscada. Portanto, respeito as exposições de Hanlon, Tibana e Mosse e sugiro que não se discuta o assunto com base em sentimentos e sim com realismo!
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Nelson Aires Johane
Nelson Aires Johane Até que ponto é factível não pagar a dívida, como sugere Halon. Isso não traria consequências negativas para Moçambique?
Zita Costa
Zita Costa O importante acima de tudo é o debate de ideias, tanto o RT com o JH deram a sua opinião, são pessoas entendidas que nos podem esclarecer, a outros como eu que somos leigos nessa matéria. Mas infelizmente, parece não conseguirmos debater, sem utilizar o insulto velado ou a provocação, que de positivo nada trazem, vamos apresentar ideis propostas e deixemos, os juízos de valor de lado. É do debate que nasce a luz, e não do insulto.
Vasco Jose
Vasco Jose
Traduzido do Inglês
Joe Hanlon conselhos não faz sentido algum. Não é a ciência de base. Não podemos construir um país mentindo para nós mesmos. Sacrifing Chang estamos reconhecendo que essa dívida foi embalado indevidamente. Se isto for verdade todos envolvidos tem que compartilhar o sucesso.Ver Original
Magacebe Majacunene
Magacebe Majacunene Qual o espaço de manobra se os donos do dinheiro exigirem uma condenação para os dito cujos culpados?Bom...a teia foi montada e as implicacoes de negociar tudo e mais o que restou da nossa soberania pode ser um desesperante Nao tendo soluções.
Helder Morgamo Culumba
Helder Morgamo Culumba NEFROLOGIA DA SANZALA Emaindicuma o chicote da PÁTRIA AMADA, Ó povo desesperado com insuficiências renais, Nas madrugadas de ponta vermelha, Ao largo do Frederick English foi acesso o cachimbo da pobreza, Sobre a miragem horizontal da Fúrias da Mola Imprevisível, o FMI da pobreza monetária. As águas da trincheira milagrosamente são o conhaque da corrupção, Três partos prematuros revelados à NAÇÃO MOÇAMBICANA, Ó velho de cachimbo e cabelos brancos comemorando, Os efeitos alcançados ao serviço restrito dos ambiciosos que leiloaram a pátria. Ó servos de ATUM lá do INDICUS bailando com a feitora EMA a filha da MAM, De súbito um acerto de contas melancólico com o povo, O resgate indelével pela LUTA ARMADA é pago secretamente em NACHINGWEA, Na Suíça ao paladar de Vodka, o cocktail da crise econômica, Na terra do velho SAMOÇARANO ás flores murcham, Tu NEGRINHA que sobreviventes a crise da Sanzala e herdeira da nobreza pobreza, Os teus filhos de homuine bailam em Santoguila, No país que os NEGROS combateram os BRANCOS para acariciar os corruptos PRETOS, Nas profundas águas de Oyster Bay Site ocultaram unidade nacional, Derrubaram a enciclopédia em MBUZINI e reinventaram o Moçambique do vento Oeste. Nas madrugadas de ponta vermelha, Ao largo do Frederick English foi acesso o cachimbo da pobreza da PÁTRIA AMADA
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Pedro de Sousa
Pedro de Sousa Dr Roberto, uma pessoa a quem sigo bastante suas intervencoes, julgo o correcto na sua colocacao. Alias, ele sempre o foi. Qnto ao outro economista, ele que nao abuse nem goze cnosco, pensando que somos estupidos e desinteligentes...
Egidio Vaz
Egidio Vaz A melhor resposta a crise é a proposta por Hanlon.
Schauque Spirou
Schauque Spirou Vaz ele traz três cenários: vc abraça qual?
Egidio Vaz
Egidio Vaz Ele apoia a ideia de não se pagar a dívida, negociar a condenação de Chang e usar o dinheiro em Moçambique. ..sem presos. Mas o que vai acontecer é que nos pagaremos a dívida, ninguém sério ira preso e você ficará de novo muito "intossiado, entenda, zangaadinho"
Gosto · Responder · 5 · Ontem às 20:16 · Editado
Schauque Spirou
Schauque Spirou ...portanto aceitar que temos ladrões e aceitar que eles passeiem a classe... entendo; é um cenário realista. Mas que não concordo pois pode abrir precedente pra a impunidade generalizada futura.
Egidio Vaz
Egidio Vaz Assim já está seguro que são corruptos. You, você é jurista? Kkkkk
Schauque Spirou
Schauque Spirou Quem o diz não sou eu; veja o que escreveu o próprio Hanlon...eheheheh
Schauque Spirou
Schauque Spirou Ele fala de "roubo ou mau uso" ... juridicamente não pode ser roubo mas desvio de fundos ou corrupção etc. Portanto estou na linha dele...porque pra mim a ideia é seguir a lei e levar os "roubadores " pra a justiça..mas como Hanlon reconhece indirectamente, o judiciário não nos dá garantia de termos desfecho claro sobre isto.
Marcelo Mosse
Marcelo Mosse eh justamente isso que ninguém está a conseguir ler
Schauque Spirou
Schauque Spirou Mas não me entra na cabeça deixar esses trafulhas escaparem porque como digo, será uma espécie de caso julgado e a ser seguido pra os outros "roubadores": fazem e desfazem porque sabem qual pode ser o desfecho e porque tem costas quentes. Não me agrada
Simione Mhula
Simione Mhula Mas Egidio Vaz diga-me qual é a dificuldade de se fazer tudo na proporção certa e necessária para oficiais públicos que deliberadamente tomam de assalto o erário público o o gerem como de sua cozinha se tratasse? o quê nos impede de po-los na cadeia e não pagarmos a dívida? porque temos que negociar quem pois em causa a vida de uma nação? Que dívida não paga temos para com ele que só podemos pagar negociando sua liberdade por presumidamente ter nos colocado entre tigres e leões famíntos?
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Egidio Vaz
Egidio Vaz Simone, não sei. Mas é o país que temos.
Gosto · Responder · 1 · 23 h
Schauque Spirou
Schauque Spirou Não. É a governação que temos
Gosto · Responder · 2 · 23 h
Egidio Vaz
Egidio Vaz Você tem outro país? Com outro governo?
Gosto · Responder · 1 · 23 h
Schauque Spirou
Schauque Spirou Heheeheheh chega.
Gosto · Responder · 1 · 23 h
Simione Mhula
Simione Mhula Oppa é exactamente por não ter outro país que dia e noite luto para tornar este meu pedaço de terra o melhor lugar para se viver, para que meus filhos não sejam vistos como mercadoria nem tão pouco pontos de estatísticas de pobreza é de tanto não ter um outro país que nego UE este seja saqueado e de tanto não ter outro governo que luto noite e dia para que este meu governo saiba gerir o erário público e de tanto não ter outro governos que luto e nego que a actividade política em Moçambique seja tratada como um mero negócio do acaso.
Gosto · Responder · 4 · 23 h
Muzila Wagner Nhatsave
Muzila Wagner Nhatsave Tambem concordo contigo Egidio. Eu cansei de Utopias e sou mais pragmatico hoje. o Hanlon tocou na ferida
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Luís Loforte
Luís Loforte A questão de fundo é esta: se no futuro voltar a acontecer algo semelhante, como descartar a jurisprudência que o Hanlon preconiza?
Marcelo Mosse
Marcelo Mosse pois eu disse ao Joe que a proposta dele só tinha sentido se fosse amarrada a reformas profundas em matéria de anti.corrupção
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Luís Loforte
Luís Loforte E que as reformas fossem estruturais, para cumprir e fazer cumprir!
Miro Guarda
Miro Guarda Marcelo Mosse, ou sera reformas profundas sobre a corrupcao? Que tal a ideia Coutiana de institucionaliarmos a corrupcao em Mocambqieu? Assim, os corruptos eram obrigados a investir o dinheiro roubado ca dentro das quatro paredes...
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Jeck Alcolete
Jeck Alcolete Marcelo Mosse! Propões pacto de regime acoplado a reformas jurídicas? 
A minha dúvida é "quem fará as tais reformas?"
Gosto · Responder · 1 · 23 h
Uric Raúl Mandiquisse
Uric Raúl Mandiquisse Enquanto se matam para saber o fim do filme os realizadores estão a divertir-se com as ladainhas dos falaciosos, enfim, eu vou lendo para divertir a mente como um compasso de espera para ver se algum de vós acerta no prognóstico.
Fortunato de Almeida
Fortunato de Almeida Gostei desta.
Marcelo Mosse
Marcelo Mosse uric melhor seria não ler. assim...
Uric Raúl Mandiquisse
Uric Raúl Mandiquisse Tenho fé nas vossas profecias, mas também estou certo que serão aplicadas nesse século.
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Adelino Branquinho
Adelino Branquinho Eu sou da opiniao, que os culpados devem ser punidos. E o mais grave, sao pessoas que usando o cargo que tinham, abusaram do poder, da confianca e fizeram-no concientes. Agora, esconder uma divida, e deitar as culpas a outros, `e proprio de mafiosos.
Mussá Roots
Mussá Roots Não sería bem "a outros", pelo que se percebe...sería pelo elo menos forte entre eles...
Heleno Bombe
Heleno Bombe O mais provável será o governo assumir e pagar a dívida com o dinheiro que vem das mais valias na bacia do Rovuma da exploração do Gás, proteger os culpados e fazer com que estes reembolsem o dinheiro ao estado!
Agoo Gustavo
Agoo Gustavo Não pagar a dívida Moçambique ficará mais machado do que já está, e deixar que os culpados fiquem impunes vai fazar com que o governo de Nyusi faça coisas confiando nas possíveis estratégias de impunidade, para mim essa seria uma das primeiras oportunidades para mudar o rumo de um país, a motivos e possíveis provas para condenar essa grupo, se não o fizermos agora que até os não letrados sabem das dívidas ocultas, então lá pra frente não termos mais condenados políticos, temos lá fora exemplos de presidentes e ministros que são condenados, se o fizermos mudaremos o futuro de Moz por completo, acho eu.
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Neto Ndzawana
Neto Ndzawana Manchados ja estamos. Que não se pague! Repare que os bancos credores nao cumpriram com os procedimentos para concessao de credito e nao houve autorização do parlamento para a contratação dessas dividas. Ha uma grande chance de moçambique ganhar este caso nos tribunais caso recuse pagar.
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Raul Novinte
Raul Novinte O que me admira é que na maioria dos dirigentes moçambicanos eram pobres e depois que tornaram ricos esqueceram do povo pobre.. como? Alguém pode me explicar como alguém pode esquecer onde saiu?
Roberto Julio Tibana
Roberto Julio Tibana Caro Raul Novinte, compartilho a tua indignação, e penso que a razão porque quando “se tornam ricos” esquecem as suas origens está ligada à maneira como “se tornam”: fazem-no de maneira ilícita, e até criminosa. Por isso quando “se tornam ricos” (veja que não produzem riqueza, simplesmente “se tornam ricos”) já não podem ter cara para olharem para as suas origens. É o caso do Manuel Chang (e muitos como ele).Eu conheci o Manuel Chang. Estudei com ele na Faculdade de Economia da UEM. Ele morava no Alto-Maé. Quando os Transportes Públicos de Maputo pararam de fazer a rota do alto-Maé para o Campus da UEM e para a Costa Do Sol, caminhamos juntos quase todos os dias durante um ou dois anos para a Faculdade. A pé, debaixo de chuva ou sol, ida e volta! Ase bem me recordo ele tinha uma bicicleta que usava de vez em quando. E já era funcionário de nível médio no Estado, no Ministério das Finanças. Isso no período da manhã. No período da tarde, religiosamente, ele descia do Alto-Maé para a baixa da cidade, e de lá para cima. Outra vez muitas vezes a pé. Nessa caminhada, minha ex-esposa era a companheira de caminhada. Estou a falar dos princípios dos anos oitenta. 
O Manuel Chang começou a andar de carro “próprio” quando o Governo importou e distribuiu Ladas a vários funcionários do Governo, creio que a partir do nível de Chefe de Departamento ou coisa assim. E Chang foi qualificado. Foi aí que deixei de partilhar as minhas caminhadas, e só nos passamos a ver no campus, até acabar o Bacharelato. Desde essa altura até agora, fazendo a soma dos valores que o Chang auferiu como Chefe de Departamento, Diretor Nacional, Vice-Ministro, até Ministro, não vejo como o ele pode ter a riqueza que uma vez publicamente declarou, sem falar daquela que não declarou. É por isso que quando chegou o momento do teste final, em que ele tinha que escolher entre ir pela traição total aos interesses nacionais, ou se afastava dos jogos sujos, ele optou por ir com o sistema corrupto. Ele estava comprometido pela corrupção anterior em que se engajou para alimentar a sua ganância, e com toda a corrução anterior que facilitou ou conheceu e não parou nem denunciou ao longo da sua carreira como quadro superior no Ministério das Finanças.
Gosto · Responder · 10 · 22 h
Roberto Julio Tibana
Roberto Julio Tibana Caro Raul Novinte, compartilho a tua indignação, e penso que a razão porque quando “se tornam ricos” esquecem as suas origens está ligada à maneira como “se tornam”: fazem-no de maneira ilícita, e até criminosa. Por isso quando “se tornam ricos” (vejaque não produzem riqueza, simplesmente “se tornam ricos”) já não podem ter cara para olharem para as suas origens. É o caso do Manuel Chang (e muitos como ele).Eu conheci o Manuel Chang. Estudei com ele na Faculdade de Economia da UEM. Ele morava no Alto-Maé. Quando os Transportes Públicos de Maputo pararam de fazer a rota do alto-Maé para o Campus da UEM e para a Costa Do Sol, caminhamos juntos quase todos os dias durante um ou dois anos para a Faculdade. A pé, debaixo de chuva ou sol, ida e volta! Ase bem me recordo ele tinha uma bicicleta que usava de vez em quando. E já era funcionário de nível médio no Estado, no Ministério das Finanças. Isso no período da manhã. No período da tarde, religiosamente, ele descia do Alto-Maé para a baixa da cidade, e de lá para cima. Outra vez muitas vezes a pé. Nessa caminhada, minha ex-esposa era a companheira de caminhada. Estou a falar dos princípios dos anos oitenta. 
O Manuel Chang começou a andar de carro “próprio” quando o Governo importou e distribuiu Ladas a vários funcionários do Governo, creio que a partir do nível de Chefe de Departamento ou coisa assim. E Chang foi qualificado. Foi aí que deixei de partilhar as minhas caminhadas, e só nos passamos a ver no campus, até acabar o Bacharelato. Desde essa altura até agora, fazendo a soma dos valores que o Chang auferiu como Chefe de Departamento, Diretor Nacional, Vice-Ministro, até Ministro, não vejo como o ele pode ter a riqueza que uma vez publicamente declarou, sem falar daquela que não declarou. É por isso que quando chegou o momento do teste final, em que ele tinha que escolher entre ir pela traição total aos interesses nacionais, ou se afastava dos jogos sujos, ele optou por ir com o sistema corrupto. Ele estava comprometido pela corrupção anterior em que se engajou para alimentar a sua ganância, e com toda a corrução anterior que facilitou ou conheceu e não parou nem denunciou ao longo da sua carreira como quadro superior no Ministério das Finanças.
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Carlos E. Nazareth Ribeiro
Carlos E. Nazareth Ribeiro Isto é produto de vivência dos problemas,Roberto Julio Tibana não inventa, não toma partido, não pretende acusar, apenas constatar. E, constatando, ajuda-nos a raciocinar e optar pela solução que, honestamente, será a melhor.
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Carlos E. Nazareth Ribeiro
Carlos E. Nazareth Ribeiro O mesmo se passa com as posições do Hanlon: ele não está a aconselhar, não inventa, não opta, apenas indica os caminhos possíveis considerando a já referida enorme força da Frelimo em sair airosamente das embrulhadas mais fedentas e continuar a ter bajuladores...
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Elvino Dias
Elvino Dias Estou dividido. Marcelo Mosse Perdoe-me pela minha incongruência ontem, hoje percebi o sentido e alcance de o que publicaste ontem. Volto
Simione Mhula
Simione Mhula Olha Marcelo MosseMosse este caso é de loucos e num pais pacato mas sábio. gostei do debate entre os dois mas gostei ainda mais da aprovação para publicação deste post . Joe Halon uma vez lançou um artigo no qual chamava Moçambique de playground dos doadores (donors promote corruption in Mozambique) acredito ser este o momento de lavar essa cara que a pérola do Índico tem diante da comunidade internacional de Estado criminalizado e de corrupção enraizada para que isso aconteça a invastigacao deve sim ter espaço e os culpados devem ser exemplarmente punidos pois caso contrário estaríamos a plantas cactos para colher trigo coisa que só seria possível num mundo de pusilanimes. 
Mas doutro lado temo que de facto haja esta manobra de poder e política do acaso e que os valores não sejam devolvidos ao povo e o mesmo se veja refém de pagar o que foi roubado e com os culpados curtindo as grandes l praia da florida ou mesmo Dubai, sendo assim por presunção de culpa tal como se faz com.o pilha galinha que seja aplicado a esta camarilha que assim procedeu violando e agredindo intencionalmente e tendenciosamente a constituição e a vida economico-financeira deste país e dos próprios moçambicanos repito que se detenha estes Alibabas, pois há urgência em sairmos do troca letras e opiniões para o prisma prático de diminuirmos a liberdade dos presumíveis culpados em regime de prisão preventiva tal como.se faz com que rouba galinha na zona. 
Não percebo o porquê de dar tratamento desigual aos filhos da mesma pátria, Julius Malema uma vez disse no parlamento RSA que a partir do momento que um indivíduo viola o código ou à ética profissional que rege o poder que detém pondo em causa a segurança nacional e a vida económica do povo em benefício próprio esta pessoa deixa de ser nobre e sua imunidade é automaticamente quebrada abrindo espaço para responsabilização que assim seja para a malta Chang e Guebuza..... mas ladrões não devem sair ilesos desta investida contra nação e povo que os confiou poder.
Gosto · Responder · 10 · 23 h · Editado
Joseph Hanlon
Joseph Hanlon Ninguém nesta história tem mãos limpas. Os bancos nunca deveriam ter emprestado o dinheiro e não deveria ser pago. A empresa que fez propostas exageradas e impossíveis e estudos de viabilidade não deve lucrar. E os moçambicanos envolvidos num empréstimo ilegal devem ser punidos. Mas qual é nossa prioridade? Para mim, a prioridade é não pagar 2 bilhões de dólares e que os bancos assumam a responsabilidade. Ao tentar fazer tudo, talvez não façamos nada - e temos que pagar a dívida e não ter ninguém na cadeia.
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Simione Mhula
Simione Mhula Caro Joseph Hanlon eu concordo que corremos o risco de petiscarmo-nos a nós mesmo por querer tudo limpo numa só investida mas acredito eu que nem todo o dinheiro foi aplicado para os fins imensamente propalados outro sim qual é a dificuldade de matarmos dois coelhos com uma só cajadada? Eu preferiria que não pagassemos mas também dessemos tratamento exemplar a esta malta senão legitimariamos as acções da camarilha.
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Dable Langa
Dable Langa Egídio estas a desiludir me desculpa lá
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Roberto Julio Tibana
Roberto Julio Tibana O Manuel Chang foi usado. E aceitou ser usado porque já estava comprometido com o sistema corrupto. Na altura de assinar as garantias ele pode ter chorado e ter tido a mão trémula (ou fingir isso tudo), mas se ele não podia bater com o pé no chão é porque sabia que o passado das suas relações com o sistema corrupto não lhe permitia. 

Dados os prejuízos que causou ao país, o Manuel Chang deve pagar. Com os bens que ele ilicitamente amassou durante esse tempo todo, pois honra ele já nem tem para compensar a desonra ao país em resultado dos atos em que ele participou conscientemente e para defender os seus interesses em prejuízo dos interesses da nação. Quando muito com ele os investigadores judiciais podem negociar o volume de informação que ele pode voluntariar para facilitar o arresto de bens (dele e dos outros comparsas, incluindo do chefão deles na altura). Isso pode ajudar a reduzir as penas dele sobre as culpas dele no cartório. Mas não para fechar o dossier todo e deixar os outros também irem livres. Isso não. Foram tantos os prejuízos que que tal procedimento seria imoral. 
A corrução é tão endémica em Moçambique, com semelhança a um cancro que é necessário arrancar o mal pela raiz. Já temos promessa que se voltaria a fazer o mesmo. É por isso que é muito perigosa a proposta do Joe Hanlon, que acrífica o executor para deixar os mandantes livres, esses mesmos que dizem que voltariam a fazer o mesmo. “e que ;podem nem sequer serem eles mesmos, mas podem colocar seus peões no poder. É por isso que não se trata só de recuperar o dinheiro. Trata-se de garantir que o mesmo não volte a acontecer, pois existem riscos reais de que o mesmo ou coisa pior pode voltar a acontecer. Sobretudo se com eles se deixar ficar a riqueza que amassaram com essas negociatas. Vão usá-lo pra corromper ainda mais o sistema político. Vão usar esse dinheiro para comprar votos, corromper funcionários dos sistema eleitorais, pagar publicidade maliciosa contra os seus oponentes, e comprometer mais funcionários do Estado Pra lhes facilitarem os negócios ilícitos. A situação está muito perigosa!
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Raul Novinte
Raul Novinte Concordo plenamente contigo, Sr.Tibana! Deve haver responsabilização e punição dos mentores e executores .......
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El Patriota
El Patriota Exacto!
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Francisco Junior
Francisco Junior Amen. este comentário me emocionou. for real.
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Vasco Jose
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Nelsoncarlos Tamele
Nelsoncarlos Tamele "Anima" isto!
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Luís Loforte
Luís Loforte Uma pergunta aqui colocada, mas sem resposta conhecida: deve um ministro ser acusado por actos praticados no exercício de suas funções? Funções administrativas, diga-se.
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Nuno Luis Amone
Nuno Luis Amone Devem sim
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Florêncio Estêvão Moiane
Gosto · Responder · 9 h
Elísio Nhantumbo
Elísio Nhantumbo Devem sim. Os actos do Ministro devem ser praticados em conformidade com a constituição e demais leis.
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Roberto Julio Tibana
Roberto Julio Tibana Ninguem que pratica crimes tem imunidade por aer ministro!
Simione Mhula
Simione Mhula Luís Loforte desde que se prove que de forma calculista , consciente e com objectivos pouco claros tenentes a beneficio proprio ou do grupo que este representa infligindo os regulamentos e demais leis administrativas este procedeu, sim é chamado a responsabilização sem sombras de dúvidas
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Luís Loforte
Luís Loforte Uma opinião, como também a tem o renomado administrativista que foi Marcello Caetano que, segundo ele, um ministro não pode ser acusado por decisões [administrativas] tomadas durante o exercício de suas funções. Mas alguém de bom senso pode sentir-se confortável que o Chang assuma, por inteiro, a responsabilidade de acto de tamanha envergadura? Após isso acontecer, a Nação ia mesmo dormir como Nação?
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Carlos E. Nazareth Ribeiro
Carlos E. Nazareth Ribeiro Luís, em vez de "ministro" deverias ter referido "dirigentes no Aparelho de Estado" e, assim, todos estão sujeitos à Lei!
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Luís Loforte
Luís Loforte Carlos E. Nazareth Ribeiro Carlos, o problema é que estava a citar o homem. Mas agora mais à sério: numa sociedade "democrática" como a nossa, alguém pode, mesmo, recusar cumprir uma ordem vinda do aparelho securitário? O problema é que muita gente opina sobre um Estado ideal, não sobre um Estado real!
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Simione Mhula
Simione Mhula Lembre-se que todo acto administrativo é regido por uma lei mesmo não devendo ser seguida à risca mas deve ser seguida e essa excepção só é válida quando não feri nenhuma das partes.
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Milton Machel
Milton Machel li au passant, no transito zigue-zagueante. acutilante mas muito emocionada (naturalmente, um mocambicano se sentindo duplamente sodomizado) a colocacao de Tibana, swa banana phelasse, a kuna tingana a madoda lweyi. mas mais racional e razoavel, senao absolutamente inteligente a riposta de Hanlon. No ordinary Joe. depois venho com a minha pröpria opiniao pessoal e intransmissivel.
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Eduardo Paulo Sengo
Eduardo Paulo Sengo Para mim, não é apenas questão de números. Isso, se os parceiros quiserem, perdoam. Claramente que, o caso da Langarde e França 🇫🇷, o Board do FMI e outros perdoaram porque tinham interesse. Se recordam-se no caso do Strauss Kahn, o homem foi aniquilado por algo que não se chegou a provar, exactamente porque havia interesse nesse sentido. A questão são jogos Dr interesse e, isso, pergunto: os parceiros estão interessados nisso em perdoar/fazer vista grossa? 🤔
Sim, entre nós a nível doméstico, é que o caso seja esclarecido e aplicada a lei!
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Roberto Julio Tibana
Roberto Julio Tibana O Manuel Chang foi usado. E aceitou ser usado porque já estava comprometido com o sistema corrupto. Na altura de assinar as garantias ele pode ter chorado e ter tido a mão trémula (ou fingir isso tudo), mas se ele não podia bater com o pé no chão é porque sabia que o passado das suas relações com o sistema corrupto não lhe permitia. 

Dados os prejuízos que causou ao país, o Manuel Chang deve pagar. Com os bens que ele ilicitamente amassou durante esse tempo todo, pois honra ele já nem tem para compensar a desonra ao país em resultado dos atos em que ele participou conscientemente e para defender os seus interesses em prejuízo dos interesses da nação. Quando muito com ele os investigadores judiciais podem negociar o volume de informação que ele pode voluntariar para facilitar o arresto de bens (dele e dos outros comparsas, incluindo do chefão deles na altura). Isso pode ajudar a reduzir as penas dele sobre as culpas dele no cartório. Mas não para fechar o dossier todo e deixar os outros também irem livres. Isso não. Foram tantos os prejuízos que que tal procedimento seria imoral. 
A corrução é tão endémica em Moçambique, com semelhança a um cancro que é necessário arrancar o mal pela raiz. Já temos promessa que se voltaria a fazer o mesmo. É por isso que é muito perigosa a proposta do Joe Hanlon, que acrífica o executor para deixar os mandantes livres, esses mesmos que dizem que voltariam a fazer o mesmo. “e que ;podem nem sequer serem eles mesmos, mas podem colocar seus peões no poder. É por isso que não se trata só de recuperar o dinheiro. Trata-se de garantir que o mesmo não volte a acontecer, pois existem riscos reais de que o mesmo ou coisa pior pode voltar a acontecer. Sobretudo se com eles se deixar ficar a riqueza que amassaram com essas negociatas. Vão usá-lo pra corromper ainda mais o sistema político. Vão usar esse dinheiro para comprar votos, corromper funcionários dos sistema eleitorais, pagar publicidade maliciosa contra os seus oponentes, e comprometer mais funcionários do Estado Pra lhes facilitarem os negócios ilícitos. A situação está muito perigosa!
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Roberto Julio Tibana
Roberto Julio Tibana Caro Raul Novinte, compartilho a tua indignação, e penso que a razão porque quando “se tornam ricos” esquecem as suas origens está ligada à maneira como “se tornam”: fazem-no de maneira ilícita, e até criminosa. Por isso quando “se tornam ricos” (veja que não produzem riqueza, simplesmente “se tornam ricos”) já não podem ter cara para olharem para as suas origens. É o caso do Manuel Chang (e muitos como ele).Eu conheci o Manuel Chang. Estudei com ele na Faculdade de Economia da UEM. Ele morava no Alto-Maé. Quando os Transportes Públicos de Maputo pararam de fazer a rota do alto-Maé para o Campus da UEM e para a Costa Do Sol, caminhamos juntos quase todos os dias durante um ou dois anos para a Faculdade. A pé, debaixo de chuva ou sol, ida e volta! Ase bem me recordo ele tinha uma bicicleta que usava de vez em quando. E já era funcionário de nível médio no Estado, no Ministério das Finanças. Isso no período da manhã. No período da tarde, religiosamente, ele descia do Alto-Maé para a baixa da cidade, e de lá para cima. Outra vez muitas vezes a pé. Nessa caminhada, minha ex-esposa era a companheira de caminhada. Estou a falar dos princípios dos anos oitenta. 
O Manuel Chang começou a andar de carro “próprio” quando o Governo importou e distribuiu Ladas a vários funcionários do Governo, creio que a partir do nível de Chefe de Departamento ou coisa assim. E Chang foi qualificado. Foi aí que deixei de partilhar as minhas caminhadas, e só nos passamos a ver no campus, até acabar o Bacharelato. Desde essa altura até agora, fazendo a soma dos valores que o Chang auferiu como Chefe de Departamento, Diretor Nacional, Vice-Ministro, até Ministro, não vejo como o ele pode ter a riqueza que uma vez publicamente declarou, sem falar daquela que não declarou. É por isso que quando chegou o momento do teste final, em que ele tinha que escolher entre ir pela traição total aos interesses nacionais, ou se afastava dos jogos sujos, ele optou por ir com o sistema corrupto. Ele estava comprometido pela corrupção anterior em que se engajou para alimentar a sua ganância, e com toda a corrução anterior que facilitou ou conheceu e não parou nem denunciou ao longo da sua carreira como quadro superior no Ministério das Finanças.
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Marcelo Mosse
Marcelo Mosse obrigado pela recolocação deste comentário. por engano eu havia eliminado, querendo evitar a duplicação, tal como lhe expliquei há bocado ao telefone. abraço
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El Patriota
El Patriota Deus abençoe Moçambique e seu povo empobrecido.
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Sidonio Bras
Sidonio Bras Que se perguntei ao povo se aceita ou não a dívida. Pergunte-se ainda ao povo que tratamento a dar aos prevaricadores. Nesta história toda Moçambique está precisando de uma revolução ou melhor de uma revolta geral..
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Edu Humbane
Edu Humbane O debate esta interessante. Eu ainda pensei que este caso poderia ser uma oportunidade para refundar o nosso Estado e a nossa sociedade, mas em face das (não) dinâmicas vem curso, vou perdendo as esperanças! Mas esperemos atentos pelo que segue!
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Makonde Nangashinu Ntaluma
Makonde Nangashinu Ntaluma Mas porque serei eu a pagar as dividas? é tempo de o responsabilizar os que viola a lei por estatuto que ostenta, Atípica o problema do nosso continente, os políticos tornaram donos de tudo e povo sem direito a palavra, Triste, triste mesmo…epha a políticos e mesmo negócio rentável, e agora onde anda o povo? 
Será que o povo ainda continua a dormir na sobra de papaieira? 
Responsabilizar, devolver o dinheiro, congelar as contas e confiscar os bens dos culpados para poder pagar as dívidas. 
Enquanto a justiça não for independente a impunidade dos politicas vai continuar…
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Dani Antonio
Dani Antonio A mudança de regime nao seria uma possibilidade ( nao sei se o timing ajudaria)? Seria um grupo fora do esquema e portanto com posição para agir. Nao consigo ver as implicações desta ideia
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Jasmin Rodrigues
Jasmin Rodrigues As proximas eleicoes a FRELIMO ESTA FORA!!! Nem sequer se deveria candidatar....Nao tem moral para apresentar nenhum candidato a PR!! Tem aqui uma grande oportunidade de mostrar TRABALHO....que e o que esperamos....trabalhem!
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Anselmo Titos Cachuada
Anselmo Titos Cachuada Estás enganada!
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Jasmin Rodrigues
Jasmin Rodrigues Continue a pensar assim..: que estou enganada...
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Elísio Nhantumbo
Elísio Nhantumbo Acho prudente a proposta de Hanlon, porque entendo que o País não não deve pagar dívidas "ilegais". O meu receio é que o país fique manchado nos mercados financeiros internacionais. O nosso Estado não será tido como não sério? Por outro lado a proposta de Hanlon peca por não propor sanções aos bancos que conscientes concederam emprestimos ilegais. Estes não podem ficar impune
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Alvaro Corte-Real
Alvaro Corte-Real Negociar com bandidagem? É isso que sugere esse Halon? Isso está fora de questão, cadeia para todos envolvidos e o Tribunal de Londres que anule este negócio, e os credores que negocie com quem recebeu luvas/comissões indevidas.
Portanto CADEIA, CADEIA, CADEIA PONTO FINAL.
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Joefarman Manjate
Joefarman Manjate Coloquemos na alínea dois do ilustre Joe segundo a qual ...renunciar as garantias , não pagando mas julgando e condenado uma ou duas pessoas (sem prisão)... ACRESCENTEMOS " perdendo o caso nos tribunais Londres ????? ALTISSIMA POSSIBILIDADE!
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Chacate Joaquim
Chacate Joaquim Já percebo porquê não pode tomar decisões difíceis de cabeça quente. O RT respondeu em função da picada que sente na gengiva ( a munho ka mavende kikikikikik) e JH em relação ao meio termo para aliviar o povo. De facto havendo desvio a intervenção mínima da lei penal seria viável quer dizer, devolver é melhor do que prender o Chang e o povo continuar a pagar na mesma.
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Arnaldo Caliche
Arnaldo Caliche Mas pagar dívida é o quê? O aumento do custo de vida e dos bens de consume já não uma forma de pagar a dívida se autorização da Assembleia da república? Quando os juros dos empréstimos que o povo fez nos bancos comerciais aumentaram? Quantas empresas despedem trabalhadores dia após dia? Isso não é pagar dívida? Quando o governo diz que vai pagar 13o salário a metade, e que na verdade, 13o salário não é oferta do Estadedo, faz parte dos direitos do trabalhador. Ora vejamos, calculemos os sal’arios na base do sistema salarial britânico-semanal, vamos perceber que nos dozes meses com um total de 365 dias restam 29 dias que o Estado não paga anualmente os salários, e que depois aparece como oferta, o vulgo 13o, coisa que não existe. 
Os Moçambicanos são culpados pela situação que passamos. Porque muitos de nós temos perfil de engraxadores e que esperam que os outros façam mudanças para eles, desde que não saiam prejudicados. Se sair bem, vou me beneficiar, e se sair mal também ninguém vai me prejudicar- moçambicanos “Marias” vão com as outras. Temos que agir, se é para pôr essa gente na cadeia, devem entrar mesmo que Estado pague a dívida, mas os culpados devem ir para a cadeia. De modo a darmos exemplos práticos a toda sociedade moçambicana, mesmo esses jovens engraxadores que almejam assumir um cargo de direcção para se beneficiar. Deve-se dar exemplos para os próximos dirigentes, do topo ao mais baixo que coisa do Estado não é para brincar cabra-cega com elas. A Frelimo não pertence a esses gatunos. Onde ficam os camponeses que garantiam a alimentação dos guerrilheiros durante a luta de libertação nacional? Acham que os combatentes pela libertação, os verdadeiros que estiveram na linha de fogo beneficiam desses direitos de roubos e saques nas instituições do Estado? Ou eles são usados como escudo, em nome deles, com projectos mal concebidos como os chamos 7 milhoes e outros tantos, saqueiam o Estado porque “eu libertei o país”? Recordam do massacre de Wiryamu em Tete e tantos outras mortes por bombardeamentos nos campos agrícolas que os camponeses sofreram em enquanto a Frelimo (governantes) que eu chamo a Frelimo de Nachimgweia-Tanzania- a Frelimo de gabinete estava nas praias a ler relatórios). Se nas próximas eleições, o povo decidir retirar a Frelimo do poder, não ficarei triste, porque sei que não é a Frelimo libertadora que saiu, mas sim a Frelimo de ladrões, assassinos e mentirosos é que foi vencida. A Frelimo verdadeira vai continuar com outros rótulos políticos e partidários, porque a Frelimo verdadeira que libertou esse país é o povo e não os ladrões.
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Arnaldo Caliche
Arnaldo Caliche Mas pagar dívida é o quê? O aumento do custo de vida e dos bens de consume já não uma forma de pagar a dívida se autorização da Assembleia da república? Quando os juros dos empréstimos que o povo fez nos bancos comerciais aumentaram? Quantas empresas despedem trabalhadores dia após dia? Isso não é pagar dívida? Quando o governo diz que vai pagar 13o salário a metade, e que na verdade, 13o salário não é oferta do Estadedo, faz parte dos direitos do trabalhador. Ora vejamos, calculemos os sal’arios na base do sistema salarial britânico-semanal, vamos perceber que nos dozes meses com um total de 365 dias restam 29 dias que o Estado não paga anualmente os salários, e que depois aparece como oferta, o vulgo 13o, coisa que não existe. 
Os Moçambicanos são culpados pela situação que passamos. Porque muitos de nós temos perfil de engraxadores e que esperam que os outros façam mudanças para eles, desde que não saiam prejudicados. Se sair bem, vou me beneficiar, e se sair mal também ninguém vai me prejudicar- moçambicanos “Marias” vão com as outras. Temos que agir, se é para pôr essa gente na cadeia, devem entrar mesmo que Estado pague a dívida, mas os culpados devem ir para a cadeia. De modo a darmos exemplos práticos a toda sociedade moçambicana, mesmo esses jovens engraxadores que almejam assumir um cargo de direcção para se beneficiar. Deve-se dar exemplos para os próximos dirigentes, do topo ao mais baixo que coisa do Estado não é para brincar cabra-cega com elas. A Frelimo não pertence a esses gatunos. Onde ficam os camponeses que garantiam a alimentação dos guerrilheiros durante a luta de libertação nacional? Acham que os combatentes pela libertação, os verdadeiros que estiveram na linha de fogo beneficiam desses direitos de roubos e saques nas instituições do Estado? Ou eles são usados como escudo, em nome deles, com projectos mal concebidos como os chamos 7 milhoes e outros tantos, saqueiam o Estado porque “eu libertei o país”? Recordam do massacre de Wiryamu em Tete e tantos outras mortes por bombardeamentos nos campos agrícolas que os camponeses sofreram em enquanto a Frelimo (governantes) que eu chamo a Frelimo de Nachimgweia-Tanzania- a Frelimo de gabinete estava nas praias a ler relatórios). Se nas próximas eleições, o povo decidir retirar a Frelimo do poder, não ficarei triste, porque sei que não é a Frelimo libertadora que saiu, mas sim a Frelimo de ladrões, assassinos e mentirosos é que foi vencida. A Frelimo verdadeira vai continuar com outros rótulos políticos e partidários, porque a Frelimo verdadeira que libertou esse país é o povo e não os ladrões.
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Gilberto De Jesus Nguenha
Gilberto De Jesus Nguenha Vão me desculpar a ignorância mas afinal quem é o Roberto Julio Tibana? Por onde andou nos anos idos? O que lhe move aparecer em todas agora? 
Sem ofensas
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Marcelo Mosse
Marcelo Mosse por onde andou o Roberto Ju
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Kwamba Tinga
Kwamba Tinga Economista
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Roberto Julio Tibana
Roberto Julio Tibana Caro Gilberto De Jesus Nguenha O meu perfil é público! Está na minha página de Facebook, mas pode ter mais detalhes até pode baixar o meu curriculum Vitae via LinkedIn. Veja imagem em anexo. Cumprimentos.

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